"A Alma do Mundo
Quando você conseguir superar problemas graves não se detenha na lembrança dos momentos difíceis, mas na alegria de haver atravessado mais essa prova em sua vida.
Quando sair de um longo tratamento de saúde, não pense no sofrimento que foi necessário enfrentar, mas na benção de Deus que permitiu a cura.
Leve na sua memória, para o resto da vida, as coisas boas que surgiram nas dificuldades. Elas serão uma prova de sua capacidade e lhe darão confiança diante de qualquer obstáculo.
Uns queriam um emprego melhor; outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta; outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos; outros, ter pais.
Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita; outros, falar.
Uns queriam silêncio; outros, ouvir.
Uns queriam sapato novo; outros, ter pés.
Uns queriam um carro; outros, andar.
Uns queriam o supérfluo; outros, apenas o necessário.
Há dois tipos de sabedoria: a inferior e a superior.
A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.
Tenha a sabedoria superior. Seja um eterno aprendiz na escola da vida.
A sabedoria superior tolera, a inferior julga;
a superior alivia, a inferior culpa;
a superior perdoa, a inferior condena.
Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar!"
(Chico Xavier)
Do meio para o final de 2015, tomei um susto. A esclerose que há 8 anos dormia, achou por bem acordar e causar novas lesões desmielinizantes no meu sistema nervosa central, além de ativar lesões antigas.
Depois do baque inicial, 2016 começou como um ano de transformação, incluindo desde a troca de médicos, organização da minha casa e rotina e, sobretudo, mudanças de alguns dos meus comportamentos.
Em dezembro de 2015, fiz 3 dias de pulsoterapia com metilprednisolona IV, o que não me ajudou muito com os sintomas da doença. Por essa razão, anteontem, 1 mês depois, retornei para mais uma batida de cortisona, diretamente nas minhas veias. Serão mais três dias!
Estou bem mais calma do que em dezembro, pois aos poucos a ficha do despertar da doença está caindo. Com isso, apesar de sentir suores, dores de cabeça e boca seca e amargando por conta da medicação, estou dormindo sem remédios e tendo menores alterações de pressão arterial, de frequência cardíaca e dores gástricas. Elas acontecem, mas são mais raras e fracas!
Sei que a cortisona é condenada por muitos e que não cura a doença. Ainda bem que em 8 anos "precisei" dela por apenas 3 vezes. No meu caso, tendo apenas 1,25 rins; aos 29 anos, aderir a qualquer superdosagem de vitamina D, apesar de mais natural, é arriscado. Nesse ponto, gostaria de destacar que qualquer opção terapêutica têm suas regras, rotina e seus pontos positivos e negativos e que mais importante de qual delas se escolhe, é o embasamento e a convicção com a qual se escolhe. Isso porque, quanto mais convicção, menos arrependimento e mais leveza para a convivência com as consequências boas e ruins das suas próprias escolhas. Atitude essa que, para um portador de doença crônica, é bastante consciente e libertadora.
Vou deixar uma dica para quem é do RJ e tem plano de saúde amil: indico a unidade avançada do hospital pasteur na rua conde de Bonfim, na tijuca. A unidade de medicamentos especiais é pequena, mas a equipe de quatro pessoas é SENSACIONAL! Cuidadosas, profissionais, gentis, e em geral, muito bem humoradas. Nesse ponto, gostaria de parabenizar a amil também, por autorizar todos os meus procedimentos, em tempo mais curto do que o previsto pela ANS, honrando a mensalidade que eu pago (e não é pouco dinheiro). As vezes, essa espera deixa o doente bastante impaciente. Mas, garanto por experiência própria, que essa impaciência só nos atrapalha. Stress e esclerose, realmente, não combinam.
Por fim, gostaria de agradecer aos meus chefes que têm me compreendido e me deixado trabalhar de casa e descansar também, sempre que necessário. Agradeço, sobretudo, ao meu marido que estando em casa, cuida de mim e do meu filho e me permite realizar pequenas tarefas domésticas, como arrumar.um armário entre um corticoide e outro. Por mais presente que meus pais sejam (e agradeço muito), ter que ir para casa deles em vez de ficar na minha, não é tão interessante e o medo de ficar sozinha com o Lucas por 15 dias, este eu ainda não superei. Mas, não me envergonho disso e estou buscando estratégias.
Por que, o que é a vida se não uma busca incessante por soluções para alcançar metas de curto, médio e longo prazos?

Querido/a M. Soledad, nao entendi o motivo, mas, o comentário ficou em branco, do nada. Abraços, liane
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